SONHOS

O Poder dos Sonhos

Não seja empurrado pelos seus problemas. Seja impulsionado pelos seus sonhos!



domingo, 27 de julho de 2014

"Você é insubstituível"Viver - Augusto Cury



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Não é tão simples viver a vida. As vezes, ela contém capítulos imprevisíveis e inevitáveis. Todo ser humano passa por turbulências em sua vida. A alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranqüilidade e da felicidade. Por isso há miseráveis que moram em palácios e ricos que moram em casebres. A vida é belíssima, mas não é tão simples vivê-la. Às vezes, ela se parece com um imenso jardim. De repente, a paisagem muda e ela se apresenta árida como um deserto ou íngreme como as montanhas. Independentemente dos penhascos que temos de escalar, cada ser humano possui uma força incrível. E muitos desconhecem que a possuem." 

Augusto Cury In "Você é insubstituível"Viver 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O quê? Valho mais que uma flor - Fernando Pessoa



O quê? Valho mais que uma flor
Porque ela não sabe que tem cor e eu sei,
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei,
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?
Mas o que tem uma coisa com a outra
Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim tenho consciência da planta e ela não a tem de mim.
Mas se a forma da consciência é ter consciência, que há nisso?
A planta, se falasse, podia dizer-me: E o teu perfume?
Podia dizer-me: Tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana
E só não tenho uma porque sou flor senão seria homem.
Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor...

Mas para que me comparo com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma, olhemos.
Deixemos análises, metáforas, símiles.
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa.
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela.
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é.
Separa-a de todas as outras o facto de que é ela.
(Tudo é nada sem outra coisa que não é).

Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa

Por Amor - Marisa de Medeiros


Por amor... 

Ando por estradas desconhecidas 
Suavizo as esquinas da vida. 
Banho-me de esperança, 
Amanheço criança 
No colo da alegria 
Irradio teu dia, 
Com raios de sol 
Corro com a imaginação 
Já é noite encantada, 
Vôo nas asas da Lua Mulher 
Visto-me de luz 
Um perfume envolvente 
Ensandecido me chamas 
Te amo...Tu me amas 
Vou ao teu encontro 
O perfume... magia...sedução 
Só nos dois... uma música suave 
Dupla sensação 
Maliciosamente me levas 
Pra cama do coração 

Marisa de Medeiros 

Noite adentro - Fernando Lapolli


Doce noite encantada, leve e clara,
que seja duradoura enquanto passa.

Doce noite iluminada, que aflora
os corações apaixonados na madrugada.

Doce noite que chegou, distante da terra mas que
me deixa mais perto do meu grande amor.

Doce noite em que estou, onde o agora
relfete o que realmente sou.

Doce noite que se vai, em teu tempo 
me levais.

Doce noite que acabou, onde em teu percurso
em mim o amor novamente brotou.

Doce noite que virá, te esperarei
para novamente me encantar. 

(Fernando Lapolli)

domingo, 13 de julho de 2014

Kenio Fuke Jardim das rosas - (Paulo Rogério Della)




Ora direis ouvir as flores.
Ora direis sentir as cores,
Borbulhantes belezas,
Recriando as certezas,
De que as flores são obras,
Nascentes de nossas sobras.
Dos anos que se perderam,
Dos ramos que se racharam,
Dos passos que aqui passaram,
Das vidas que se amaram,
Do canto, da juventude,
Da prece e da virtude.

Ora direis ouvir as flores.
Ora direis sentir amores,
Em ventos de primavera,
Em sonhos de nova era,
Na chuva, na noite fria
No viajar que seria
O amigo na solidão,
Trazendo afagos na mão.
Na nuvem branca que passa,
No velho banco da praça
Que sempre serviu de braço
Ao apoiar teu cansaço.

Ora direis ouvir as flores.
Ora direis sentir os odores,
Por toda a natureza,
Por toda essa certeza,
Serei cantor deste verso.  
(Paulo Rogério Della)

sábado, 12 de julho de 2014

Amor e seu tempo - Carlos Drummond de Andrade





Amor é privilégio de maduros estendidos na mais estreita cama, que se torna a mais larga e mais relvosa, roçando, em cada poro, o céu do corpo. É isto, amor: o ganho não previsto, o prêmio subterrâneo e coruscante, leitura de relâmpago cifrado, que, decifrado, nada mais existe valendo a pena e o preço do terrestre, salvo o minuto de ouro no relógio minúsculo, vibrando no crepúsculo. Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Walking On Air - Proêmio





Em nome daquele que a Si mesmo se criou! De toda eternidade em ofício criador; Em nome daquele que toda a fé formou, Confiança, atividade, amor, vigor; Em nome daquele que, tantas vezes nomeado, Ficou sempre em essência imperscrutado: Até onde o ouvido e o olhar alcançam, A Ele se assemelha tudo o que conheces, E ao mais alto e ardente voo do teu espírito Já basta esta parábola, esta imagem; Sentes-te atraído, arrastado alegremente, E, onde quer que vás, tudo se enfeita em flor; Já nada contas, nem calculas já o tempo, E cada passo teu é já imensidade. Que Deus seria esse então que só de fora impelisse, E o mundo preso ao dedo em volta conduzisse! Que Ele, dentro do mundo, faça o mundo mover-se, Manter Natureza em Si, e em Natureza manter-Se, De modo que ao que nele viva e teça e exista A Sua força e o Seu gênio assista. Dentro de nós há também um Universo; Daqui nasceu nos povos o louvável costume De cada qual chamar Deus, mesmo o seu Deus, A tudo aquilo que ele de melhor em si conhece, Deixar à Sua guarda céu e terra. Ter-Lhe temor, e talvez mesmo — amor.

(Proemio)